Carla é a goleira da Seleção Brasileira Feminina Sub-20, que disputa a Copa do Mundo da Papua-Nova Guiné. O jeito falante e extrovertido é visto dentro de campo. A camisa 1 do Brasil é daquelas que orienta durante toda a partida, conversa com as zagueiras e laterais, sempre que necessário.

Foram cinco gols na primeira fase do Mundial, três deles de bola parada. E, apesar de esse não ser um ponto forte do Japão, adversário da Seleção nesta quinta (24), pelas quartas de final, esse é uma das principais cobranças de Carla com ela mesma e com suas companheiras.

– Não é preocupação. Treinamos muito as bolas paradas, mas sempre que tem escanteio ou falta no jogo, peço para as meninas ainda mais atenção, pois no detalhe, às vezes, o jogo é resolvido – analisou.

Ainda sobre o Japão, Carla estava na equipe que enfrentou as asiáticas em 2015 no torneio amistoso, no início da formação deste grupo e da trajetória até a Copa do Mundo, e ela conhece bem o estilo de jogar.

– Mesmo quem não estava lá, já assistiu jogos do Japão. A gente sabe que é um time que trabalha passos curtos, com apoios, tem facilidade para romper a linha defensiva adversária. Além disso, as atacantes finalizam bem com as duas pernas.

A goleira começou na Seleção em 2013, quando foi convocada para o Sul-Americano Sub-17 no Paraguai, naquela ocasião o Brasil não avançou de fase. Mas Carla não desistiu do futebol, continuou treinando no seu clube, o Centro Olímpico, se dedicando até chegar à Sub-20, no início de 2015, quando o técnico Doriva Bueno iniciava a formação de seu grupo.