Por onde passa, a Seleção Brasileira Feminina sente o apoio da torcida. Na disputa dos Jogos Olímpicos, em agosto do ano passado, esse carinho ficou comprovado com estádios lotados durante todos os jogos do Brasil. E, entre todas as cidades brasileiras, uma já está marcada para as jogadoras e comissão técnica: Manaus.

Na capital amazonense, a Seleção disputou uma partida das Olimpíadas, venceu o Torneio Internacional de Futebol Feminino e agora se prepara para o amistoso diante da Bolívia, no domingo (9), às 20h30 (de Brasília), na Arena da Amazônia.

A história marcante de Emily Lima com Manaus não poderia ser outra: a estreia no comando da Seleção conquistando o título do Torneio Internacional, em dezembro do ano passado.

– Não tem o que discutir, nem pensar. Em dezembro a gente veio para o Torneio. Foi minha primeira competição oficial pela Seleção Brasileira logo após assumir e saí daqui campeã. Então não tem coisa melhor do que retornar a uma cidade que nos deu tanta alegria. No dia (na comemoração), curti aquela emoção, fiquei muito satisfeita, senti muita gratidão por tudo e felicidade. E a gente tem que usar tudo isso para que potencialize e some no nosso trabalho – contou Emily.

Para Bia Zaneratto, a melhor lembrança da cidade são as bolas na rede. No Torneio de Manaus, a atacante marcou cinco gols e se tornou a maior artilheira da Arena da Amazônia.

– A Olimpíada é sempre marcante, mas acho que o Torneio foi muito especial por eu ter feito gols aqui, na final marquei e pude contribuir também com assistências. Então isso ficou marcado, mas acho que a gente também conta muito com a torcida daqui, que acolhe bastante.

Outro momento inesquecível na capital amazonense foi a despedida da volante Formiga, que após mais de 20 anos na Seleção Feminina, disputou sua última partida na vitória por 5 a 3 sobre a Itália, no dia 18 de dezembro – na ocasião, o Brasil conquistou o sétimo título da competição. A meia Thaisa lembrou com carinho do dia histórico.

– Acho que aqui sempre vai ser marcante, porque tem até o clube feminino, o Iranduba, que a torcida traz muita gente. Mas acredito que, para mim, o que marcou foi a despedida da Formiga que é um ídolo para mim e para todos do futebol feminino.  

Na disputa dos Jogos Olímpicos, a Seleção veio a Manaus, e a recepção calorosa da torcida ficou marcada em Marta. No dia 9 de agosto, o Brasil empatou em 0 a 0 com a África do Sul e, como já garantido nas quartas de final da competição, atuou com o time reserva. Do banco, a camisa 10 ouvia gritos pelo seu nome e entrou nos minutos finais do confronto.

– Viemos aqui nas Olimpíadas e foi rápido. Mas, desde o primeiro momento que a gente chegou em Manaus, já sentiu o carinho da torcida. Lá no aeroporto foi uma coisa extraordinária, tinha muita gente esperando. A gente passava, e o pessoal aplaudia. Então aquilo ali foi o momento que me marcou muito. E, lógico, quando eu estava no jogo, o pessoal querendo ver a gente jogar. Aí a gente entrou um pouquinho, não saiu do zero. E é isso que eu quero fazer no domingo agora, terminar o serviço que não foi terminado no ano passado (risos).

No domingo (9), a Seleção Feminina escreverá mais um capítulo de histórias marcantes em Manaus. Às 20h30 (de Brasília), o Brasil enfrenta a Bolívia, na Arena da Amazônia.