No primeiro slide da preleção do técnico Tite, antes da partida contra a Austrália, duas palavras davam o tom da expectativa da comissão técnica para o jogo que viria a seguir: concentração e competitividade. Foi o que se viu na noite desta terça-feira em Melbourne, manhã ainda no Brasil.

A síntese destas duas palavras em forma de futebol foi o que aconteceu no gramado do Melbourne Cricket Ground, palco do amistoso. A Seleção Brasileira marcou gols na primeira e na última ação da partida.

Ligados desde o apito inicial, os jogadores do Brasil começaram a partida a mil. Roubada de bola na intermediária, bola enfiada em profundidade para o atacante e gol mais rápido da história da Seleção: 10 segundos.

Juíz adiciona dois minutos ao tempo regulamentar. Por pouco, na jogada que originou o escateio que viria a seguir, o Brasil não ampliou o placar. Certamente seria o último lance da partida, pois o cronômetro já estourara até o período dos acréscimos. Cobrança certeira, testada para o fundo das redes.

De forma coletiva e coordenada, a Seleção Brasileira demonstrou que a mensagem passada pela comissão técnica está sendo tão bem entendida que se reflete de forma natural dentro de campo. Não foi o primeiro exemplo de que o time mantém atenção do início ao fim - vide a vitória por 4 a 1 em cima do Uruguai, em pleno Estádio Centenário, com gol aos 47 do segundo tempo.