Quando se fala em Edmílson um lance surge quase que automaticamente na memória: o golaço contra a Costa Rica pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2002. Bicicleta, puxeta, voleio... Cada um define de uma forma, mas todos concordam com a beleza do gol. O lance e o triunfo por 5 a 2 da Seleção Brasileira, que já estava garantida nas oitavas, completa 15 anos nesta terça-feira (13). 

Em entrevista ao site da CBF para a série especial #Penta15anos, o autor do gol contou histórias sobre o Mundial da Coreia e Japão, detalhou a participação na conquista e falou sobre o sonho de menino que realizou com o título. O camisa 5 da Seleção em 2002 aproveitou para descrever o lance que considera o mais marcante que já protagonizou.

– Foi o gol mais importante da minha carreira. É um lance que não é típico de um jogador de posição de marcação, e foi importante pela beleza e para me dar confiança e a permanência no time. Fiquei fora no segundo jogo, tive chance no terceiro e a boa atuação me ajudou a ficar na equipe. Por isso, essa atuação contra a Costa Rica, foi fundamental para mim – afirmou.

Das sete partidas da Seleção Brasileira na Copa de 2002, Edmílson atuou em seis. O ex-volante afirmou que o mais importante é ter alcançado o êxito no final e revelou que o sexto mês de cada ano traz momentos inesquecíveis vividos entre a Coreia do Sul e o Japão. Para o menino que saiu de Taquaritinga (SP), o penta tem apenas uma definição: a realização de um sonho.

– A sensação de ser campeão é sempre a mesma. Jogando pouco ou muito, o importante é participar. Nunca pensei que fosse chegar onde cheguei. Me dediquei bastante, abri mão de algumas coisas e fui abençoado por Deus. Sou um privilegiado. Quando a gente acaba de jogar, ficam as lembranças. E eu fico sempre lembrando. Foi uma batalha que durou 52 dias... Tivemos de fazer algumas renúncias, como estar longe da família, viver com pouca informação, pois não era como hoje que tem internet, mas foi fantástico. Sempre que vai chegando em junho vem uma nostalgia, uma lembrança boa e positiva daquilo que vivemos lá – acrescentou. 

Além do golaço, Edmílson também é lembrado pelos torcedores por outro momento na Copa de 2002. Na final contra a Alemanha, o então camisa 5 arrancou muitas risadas de quem acompanhava o jogo ao ter dificuldades com uniforme. Hoje é ele quem se diverte ao relembrar o feito.

– Dei um carrinho logo no início do segundo tempo e rasgou a minha camisa nas costas. Eu havia trocado de camisa no intervalo e o roupeiro, para ir rápido, pegou uma camisa molhada mesmo e trouxe para que eu trocasse e continuasse jogando. Aquela camisa tinha um forro e, além de molhada, estava do lado avesso. Eu queria colocar rápido e acabei me enrolando. Foi engraçado. O Gilberto (Silva) veio tentar ajudar, o Roque (Júnior) também, e acabei conseguindo depois de um tempo (risos) – finalizou.

O especial #Penta15anos vai relembrar a conquista jogo a jogo na visão de personagens da campanha. A próxima matéria vai ao ar na sexta-feira (16), data do quarto jogo da Seleção Brasileira no Mundial, contra a Bélgica, pelas oitavas de final. Fique ligado!

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