Lúcio tem mais de cem jogos com a Amarelinha e está entre os cinco jogadores que mais defendeu a Seleção Brasileira na história. O auge do zagueiro pelo Brasil foi em 2002, quando foi um dos pilares da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari na conquista da Copa do Mundo da Coréia do Sul e Japão. O camisa 3 do pentacampeonato, que completa 15 anos nesta sexta-feira (30), reencontrou a taça em visita ao Museu Seleção Brasileira e não escondeu a emoção do momento.

Em entrevista ao site da CBF para a Série #Penta15anos, o ex-zagueiro revelou a passagem mais marcante daquele Mundial, a falha que poderia ter custado a eliminação da equipe e exaltou o talento de Ronaldinho Gaúcho e dos demais companheiros. A festa do título não sai da cabeça de Lúcio.

– A imagem mais forte é o apito final do juiz, a gente chorando, se abraçando... O time no campo fazendo a oração, a festa. Todo mundo feliz. Naquela geração, foi importante a união de todos, isso se manteve em anos e até hoje temos contato... A primeira imagem é essa. Valeu a pena toda a trajetória e sacrifício para ter esse título e saber que uma estrelinha daquela que está no peito na camisa da Seleção Brasileira a gente conseguiu ajudar a colocar ali – destacou.

Lúcio disputou todas as sete partidas da campanha. Diante da Inglaterra, pelas quartas de final, o então camisa 3 falhou e Owen marcou para o adversário. A Canarinho acabou reagindo e buscando a virada.

– O jogo contra a Inglaterra foi o mais marcante. Saímos perdendo, em uma jogada em cima de mim, e isso me marcou mais. Mas o legal foi a reação, depois de sair atrás, perdendo de 1 a 0, o time batalhou, conseguiu a virada, e foi um jogo muito emocionante. Duas potências mundiais e esse jogo, em si, quando passamos pela Inglaterra, aumentou a confiança e a força para buscarmos o título – acrescentou.

O grande personagem do duelo com os ingleses foi Ronaldinho Gaúcho, que fez grande jogada e dá assistência para o primeiro gol, de Rivaldo, e marcou o segundo em uma linda e histórica cobrança de falta. Lúcio revela que agradeceu muito o amigo pela atuação e destacou a força do grupo.

– No momento do jogo, quando acabou, fiquei muito feliz. Tenho um relacionamento muito bom com ele (Ronaldinho), mas o mais legal foi ouvir dos meus companheiros que Deus jamais ia deixar aquilo acontecer comigo, levar o peso de uma derrota naquele momento. Sem dúvida, o Ronaldo (Gaúcho) estava num dia espetacular, inspirado, e foi bom para mim, para a Seleção e para que a nossa campanha fechasse com o título Mundial – finalizou.

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