A Seleção Brasileira ganhou a Copa do Mundo de 2002 sobre a Alemanha. Para muitos, no entanto, a partida mais difícil da campanha do penta não foi a final com os alemães, mas sim o duelo com a Bélgica, pelas oitavas de final. O Brasil foi pressionado em alguns momentos do jogo e a defesa só conseguiu passar em branco naquele dia graças a um atleta fundamental para a conquista: o goleiro Marcos. Justificando o apelido de São Marcos, o arqueiro operou verdadeiros milagres e fechou o gol há exatos 15 anos. 

Com menos de um minutos de bola rolando, logo no primeiro lance da partida, os adversários arriscaram chute de longe e o camisa 1 já teve de fazer boa defesa e mandar a bola para escanteio. Era um presságio do que estava por vir. Em entrevista ao site da CBF para a Série #Penta15anos, Marcos falou sobre as atuações na competição, revelou métodos do técnico Luiz Felipe Scolari e destacou como se sente por ter entrado para a história da Seleção Brasileira. Sobre o duelo com os belgas, o ex-goleiro mostra grande alegria por ter ajudado a equipe.

– Acredito que foi sim (o jogo mais difícil da campanha). Foi bem tenso, né? Fomos muito exigidos e se tomássemos um gol primeiro seria muito difícil reverter. O goleiro sempre espera a primeira bola e, como nos primeiros minutos já veio uma difícil e eu consegui fazer a defesa, vi que eu estava em um bom dia, com confiança. E confiança, para um goleiro, é algo muito importante – declara.

Titular absoluto, Marcos esteve em campo em todos os minutos da Seleção no Mundial da Coréia e Japão. Na história como um dos maiores goleiros de todos os tempos da Canarinho, o eterno camisa 1 mostra modéstia e destaca o espírito de equipe daquele grupo de 2002.

– Me sinto orgulhoso por ter tido o privilégio de fazer parte da Seleção que conquistou o Mundial. Talvez nesse dia (diante da Bélgica) eu tenha ajudado mais o time, mas também fui ajudado em outras partidas. É como falam: éramos uma grande família e todos faziam a sua parte muito bem feita – acrescenta.

Como a Copa do Mundo foi disputada na Coréia do Sul e no Japão, os jogos foram realizados em horários pouco comuns para futebol no Brasil. Muitas partidas aconteceram na madrugada ou pela manhã bem cedo. Este fato não foi suficiente para desanimar os torcedores brasileiros a acompanharem os confrontos. Marcos revela que esta mobilização fez parte da estratégia usada por Felipão no dia a dia com os atletas. Quinze anos depois, a festa do povo é o que o ex-goleiro mais gosta de recordar.

– Eu sempre comento que o Felipão passava as imagens dos torcedores comemorando as nossas vitórias nas ruas. Isso foi algo que nos motivou muito! – finaliza.

O especial #Penta15anos vai relembrar a conquista jogo a jogo na visão de personagens da campanha. A próxima matéria vai ao ar na quarta-feira (21), data do quinto jogo da Seleção Brasileira no Mundial, contra a Inglaterra, pelas quartas de final. Fique ligado!

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