Em abril de 2000, Ronaldo passou em um hospital de Paris por uma complexa cirurgia de reconstrução do joelho. A previsão para a volta aos gramados dependia da extrema dedicação em um período de recuperação tão sofrido quanto demorado.

Na decisão da Copa do Mundo de 1998, ele deixara o mundo do futebol sem entender o que o realmente o tirou do melhor combate contra a França e tinha então um futuro incerto. Voltar à Seleção Brasileira, a uma nova Copa do Mundo, parecia tarefa para poucos obstinados.

Só que Ronaldo era mais do que um obstinado. O craque, que saiu da cirurgia com a carreira cercada pela incógnita, renasceu para o futebol. Em um processo penoso de recuperação, lutou como poucos em busca do objetivo que alguns amigos, em uma espécie de pacto, traçaram nos dias pós-operação, com ele ainda no hospital:

- Daqui a dois anos, depois da Copa do Mundo, voltaremos a Paris para comemorar o pentacampeonato.

Ele cumpriu a profecia. Voltou a jogar em ritmo de fora de série, voltou à Seleção Brasileira e chegou para a disputa da Copa do Mundo da Coréia do Sul-Japão como a maior esperança de gols e da conquista do penta.

Foi o que tratou de fazer, jogo a jogo, até a final do dia 30 de junho de 2002, na vitória de 2 a 0 sobre a Alemanha. Com dois gols no segundo tempo, foi decisivo na missão de devolver ao futebol brasileiro o que lhe era de direito: a melhor seleção, a pentacampeã do mundo, o título.

Como conquista pessoal, saiu consagrado, com uma marca de 12 gols em Copas do Mundo, igualando-se a Pelé como o maior atilheiro do Brasil em Mundiais. Quatro anos depois, na Alemanha, alcançou o que poucos atacantes poderão sonhar: ser o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, com 15 gols, um feito igualmente histórico, ultrapassado apenas em 2014 pelo alemão Miroslav Klose.

Ronaldo, o Fenômeno, foi um dos heróis da conquista do pentacampeonato do mundo. A ele, os agradecimentos do torcedor brasileiro.