Com o título do Sul-Americano Sub-17 assegurado, chegou o momento de divulgar algumas histórias que ajudam a compor o cenário da conquista. Confira fatos e curiosidades que aconteceram durante a preparação e disputa da competição que moldaram este grupo vencedor. 

Uma verdadeira sala de aula

Sempre que uma Seleção Brasileira vai viajar para fora do país, o supervisor da equipe prepara uma apresentação com os principais pontos do lugar onde passarão os próximos dias. Clima, população, características, cultura... Tudo para ajudar a delegação a se ambientar o mais rápido possível. Nesta comissão técnica, o responsável por isso seria o Raul Fachini. No entanto, ele e o técnico Carlos Amadeu resolveram fazer diferente.

Lembra dos trabalhos de grupo da época de colégio? Então, foi assim que tudo aconteceu. Os atletas foram divididos em grupos e tiveram de preparar suas próprias apresentações, como se fosse numa sala de aula mesmo. Afinal de contas, tratam-se de meninos ainda em formação. Cada integrante da comissão técnica ficou responsável por supervisionar um grupo e ajudar nas pesquisas e produção do material. A dinâmica ocorreu ainda na Granja Comary e foi um sucesso!

Continuidade na Geração 2000

Em 2015, a geração de jogadores nascidos em 2000 conquistou o Sul-Americano Sub-15 com uma campanha impecável. Além do título, levou o prêmio Fair Play, como equipe mais leal da competição, teve o meia Vitinho como artilheiro, o melhor ataque... Naquela ocasião, o técnico era o Guilherme Dalla Déa, que neste Sul-Americano Sub-17 do Chile atua como auxiliar de Carlos Amadeu.

O entrosamento entre os dois e o conhecimento destes meninos foram peça fundamental para a condução de um grupo convocado frequentemente ao longo de 2016. Esta continuidade foi um dos segredos da equipe, elogiada pelos próprios jogadores.

Capitão por eleição

No momento de definir o capitão desta Seleção Sub-17, o técnico Carlos Amadeu já tinha em mente quem seria o escolhido, mas resolveu fazer algo diferente. Sempre preocupado com a formação dos jovens atletas, ele decidiu chamá-los para o centro da responsabilidade. 

Os 23 jogadores foram consultados. Cada um deveria votar naquele que considerava ser o mais preparado para a função de liderança e ainda justificar o seu voto. Com uma porcentagem quase que de unanimidade, Vitão foi o escolhido e corroborou o que o técnico já pensava. "Liderança, postura dentro e fora de campo, entrega, exemplo" foram algumas das justificativas dadas pelos atletas. Tudo devidamente comprovado ao longo da competição.

Dinâmica da reação

Ambiente leve e clima de união sempre foram nítidos nesta equipe. No entanto, após o empate sofrido na estreia do hexagonal final, quando o Brasil vencia a partida por 2 a 0 e deixou o Paraguai reagir, poderia afetar o grupo, certo? Errado! E para que isso nem passasse pela cabeça dos jogadores, a comissão técnica tratou de agir rápido.

Nada de desespero ou clima de velório por empatar um jogo que estava controlado. Já no dia seguinte à partida, a comissão técnica armou uma brincadeira com os jogadores após o jantar. Divididos em seis grupos, eles disputaram uma animada partida de "Soletrando". Assim como quadro do Caldeirão do Huck, programa da Rede Globo, os atletas recebiam palavras e deviam soletrá-las de maneira correta. No fim, o vencedor era o menos importante. O clima alegre continuava ali, estava claro.